Regiões Vitivinícolas Portuguesas

1. VINHO VERDE

O Vinho Verde é único no mundo.
Exclusivamente produzido na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal.
As castas brancas dominantes são o Alvarinho, Arinto (designada localmente por Pedernã), Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura, enquanto nos tintos sobressaem as castas Borraçal, Brancelho, Espadeiro e Vinhão.
Os vinhos brancos são especialmente aromáticos, límpidos e refrescantes.

2. TRÁS-OS-MONTES

Situada a Norte de Portugal a Região de Trás-os-montes, é uma região única com características especiais, caracteriza-se pela altitude elevada.
As castas brancas dominantes são Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveia, Malavisa Fina, Rabigato, Síria e o Viosinho, e nas tintas Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira.
Os vinhos brancos revelam-se muito frutados, diferenciado-se pela mineralizada e paladar equilibrado, marcado por uma boa acidez que lhes confere frescura e complexidade.
Os vinhos tintos caracterizam-se sobretudo pela sua complexidade aromática intensa.

3. PORTO E DOURO

Considerada a região demarcada mais antiga do mundo, a região do Douro tornou-se famosa graças à produção de Porto. Em nenhum outro ponto de Portugal a intervenção do homem na paisagem é tão evidente, visível nos milhares de socalcos espalhados pela região. Pela sua beleza e monumentalidade, a região foi reconhecida pela UNESCO como “Património da Humanidade”.
É uma das regiões mais ricas em castas autóctones destacando-se cinco variedades tintas: Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional, seleccionadas pela excelência na produção de Vinho do Porto. Nas castas brancas destacam-se: Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel, Rabigato e Viosinho.

4. TÁVORA-VAROSA

Situa-se a nordeste da região do Dão, fazendo fronteira com a região do Douro.
As castas predominantes são a Bical, Cerceal, Fernão Pires, Gouveio e Malvasia Fina nos brancos, e Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional nos tintos.
As castas francesas Chardonnay e Pinot Noir, decisivas na qualidade dos vinhos espumantes.

5. DÃO

Nesta região as vinhas situam-se entre os 400 e os 700 metros de altitude e em solos onde predominam os pinheiros e as culturas de milho. A região do Dão, rodeada de serras que a protegem dos ventos, produz vinhos com elevada capacidade de envelhecimento em garrafa.
Nas castas brancas salientam-se, para além do Encruzado, as variedades Bical, Cercial, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Verdelho. Nas castas tintas, para além da Touriga Nacional, salientam-se o Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz, para além das pouco valorizadas Baga, Bastardo e Tinta Pinheira.

6. BEIRA INTERIOR

É a região mais montanhosa de Portugal continental, compreendendo algumas das serras mais altas de Portugal.
As castas brancas predominantes são o Arinto, Fonte Cal, Malvasia Fina, Rabo de Ovelha e Síria, enquanto nos tintos prevalecem o Bastardo, Marufo, Rufete, Tinta Roriz e Touriga Nacional, com presença regular de vinhas muito velhas.

7. BAIRRADA

A região da Bairrada é rica na produção de vinhos brancos e tintos, elaborados a partir de castas tradicionais, como a abundante Baga, e outras importadas para solos portugueses, como a internacional Cabernet Sauvignon.

8. LISBOA

A região de Lisboa, anteriormente conhecida por Estremadura, situa-se a noroeste de lisboa e estende-se por cerca de 40 km. O clima é temperado em virtude da influência atlântica. Øs verões são frescos e os invernos suaves.
Os vinhos das zonas costeiras apresentam graduações alcoólicas muito baixas, com uma leveza comparável aos vinhos do Minho. Os solos dividem-se entre zonas argilosas calcárias e argilo-arenosas.
As principais castas brancas são Arinto, Fernão Pires, Malvasia Seara-Nova e Vital, enquanto nas castas tintas predominam o Alicante Bouschet, Aragonez, Castelão, Tinta Miúda, Touriga Franca, Touriga Nacional e Trincadeira.

9. TEJO

A região Tejo está localizada no coração de Portugal, a uma curta distância da capital de Lisboa.
As castas tintas nativas do Tejo incluem a nobre Touriga Nacional – a casta portuguesa por excelência – bem como as castas Trincadeira, Castelão e Aragonês. O aromático Fernão Pires e o Arinto vivaz produzem alguns dos vinhos brancos mais refrescantes da região. Estas castas autóctones prosperaram em climas quentes e solos complexos da região do Tejo, mantendo a elevada acidez natural, para produzir vinhos equilibrados com características de frutas ricas.

10. ALENTEJO

O Alentejo situa-se no sul de Portugal. É uma zona muito soalheira permitindo a perfeita maturação das uvas e onde as temperaturas são muito elevadas no Verão.
Nas variedades brancas destacam-se o Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, para além das hoje pouco valorizadas Diagalves, Manteúdo, Perrum e Rabo de Ovelha. Nas castas tintas sobressaem o Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Aragonez, Castelão e Trincadeira, para além das pouco valorizadas Moreto, Tinta Caiada e Tinta Grossa.

11. PENÍNSULA DE SETÚBAL

A Península de Setúbal varia entre zonas planas e arenosas e a paisagem mais montanhosa da Serra da Arrábida.
A Península de Setúbal compreende as Denominações de Origem, “Palmela” e “Setúbal”. A denominação “Setúbal” está reservada para os vinhos Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo.
Os vinhos tintos de “Palmela” baseiam-se na casta Castelão, de presença obrigatória na denominação. As duas castas brancas dominantes são o Arinto e Fernão Pires, bem como o Moscatel de Alexandria, destinado sobretudo aos vinhos generosos da região. Nas castas tintas, evidenciam-se o Alfrocheiro e Trincadeira.

12. ALGARVE

Situado no Sul de Portugal continental, o Algarve encontra-se separado da planície alentejana por uma cadeia montanhosa quase ininterrupta que percorre a região desde a fronteira espanhola até à costa atlântica.
O Algarve está dividido em quatro denominações de origem: Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira. Protegido dos ventos quentes e secos do Norte pelo sistema montanhoso, desfrutando de mais de 3.000 horas de sol por ano, o Algarve apresenta-se como uma das regiões com maior potencial de crescimento em Portugal.
As castas brancas maioritárias são o Arinto, Malvasia Fina, Manteúdo e Síria, enquanto nos tintos sobressaem as castas Castelão e Negra Mole.

13. MADEIRA

O vinho da Madeira é um vinho licoroso com validade quase ilimitada, conseguindo sobreviver durante mais de dois séculos.
Nas variedades brancas destacam-se Sercial, Verdelho, Boal e Malvasia, na casta tinta é a Tinta Negra.

14. AÇORES

O arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas, situa-se no oceano Atlântico, a meia distância entre os continentes europeu e norte-americano.
As castas predominantes na denominação de origem Graciosa são o Arinto, Boal, Fernão Pires, Terrantez e Verdelho. Nas denominações de origem Biscoitos e Pico, as variedades preponderantes são o Arinto, Terrantez e Verdelho.